As longas viagens de avião, o banco que não reclinou, as turbulências, o cansaço, a ansiedade… aos poucos tudo vai ficando para trás.
Havana é muito diferente do que imaginávamos! A cidade é grande e os cubanos, não se parecem em nada com as notícias que acompanhamos na televisão.
As mulheres andam bem vestidas e maquiadas, muitas delas de salto alto. Os homens andam de tênis, bem perfumados. Dificilmente se vê alguém sem camisa ou de chinelo de dedo pelas ruas, até mesmo nos passeios pelo Malecón no fim de tarde.
Num lugar até então desconhecido, a primeira imagem que nos pareceu familiar no trajeto entre o aeroporto e a casa onde nos hospedamos foi a Plaza de La Revolución, onde a famosa escultura de Che Guevara está esculpida na parede do Ministério do Interior, e o Memorial José Marti.
Ambas imagens são muito maiores do que podíamos imaginar. Nos sentimos pequenos perto delas! Sem dúvida ver esses monumentos fez com que nos sentíssemos verdadeiramente em Cuba.
É uma sensação inexplicável, uma emoção muito grande!
Nos hospedamos no bairro do Vedado. Apesar de não nos entendermos muito bem em palavras, já que os cubanos falam muito rápido e usam muitas gírias (acho que Cuba é o único lugar do mundo onde ônibus é chamado de guagua) Dona Clara e seu filho Esteban nos receberam muito bem e foram muito hospitaleiros.
Logo no primeiro contato já foi possível perceber que tínhamos feito a escolha certa. Além de nos proporcionarem uma sensação de “estar em casa”, se hospedar em casas particulares permite que você conheça melhor o dia a dia das famílias, seus pensamentos e ideologias.
Além disso, a intensa convivência faz com que a amizade se torne eterna. Com certeza quando voltarmos à Cuba nos hospedaremos lá novamente!


