Os prédios são super antigos, as ruas estreitas são muitas vezes e sujas mal cheirosas, as ruas largas sempre com muitas igrejas e museus… a paisagem da Havana Vieja é indescritível!

Porém, os moradores são verdadeiros pedintes e se aproveitam da visão que nós turistas temos de Cuba para pedir esmola. Entre os preferidos estão sabão e dinheiro, é claro.
Andamos, andamos e andamos mais para tentar conhecer tudo: missão impossível!
Além de ser linda, Havana Vieja tem muita história para contar, e cada lugar merece uma atenção especial. Para que pudéssemos dar conta de tudo, dividimos as principais atrações turísticas em três dias.
Seguindo esse roteiro, conhecemos o Convento Santa Clara, se é que se pode chamar isso de conhecer… o local está em obras, e parece que vai ficar por muito tempo ainda.

Por conta disso, pagamos 4 CUC por pessoa para dar apenas dez passos além da porta de entrada e sermos informados que não poderíamos passar por ali. Ou seja, um passeio totalmente frustrante!
Após conhecer a parte religiosa do bairro, há muitas igrejas pequenas em Havana Vieja, fomos ao Musel Del Ron. Localizado em frente ao Porto de Havana, o Museu é uma casa antiga, pela qual você pode passar várias vezes sem perceber que existe algo tão interessante ali.

Logo após cruzar a porta de entrada é possível ver boa parte da área térrea do Museu, o que faz com que você tenha muita vontade de conhecer o resto!
Depois do entusiasmo, a facada. Para visitar e ter direito a participar de um grupo turístico com guia no idioma de sua preferência, é preciso pagar 14 CUC por pessoa. Mas vale a pena!
Ao longo de três andares conhecemos todo o processo de produção do rum e recebemos explicações detalhadas sobre as diferenças de cada um dos tipos da bebida.

Na saída, uma decepção: a loja de produtos da marca Havana Club é caríssima. Em meio a camisetas, garrafas de rum, copos, garrafas e charutos, não encontramos nada por menos de 15 CUC.
Fora dali há muitas lojas com os mesmos produtos onde você paga 2 ou 3 CUC a menos por cada item. Essa é uma dica bastante válida: visite o museu, mas não compre nada lá.
Tanta caminhada deu fome… fizemos uma pausa básica para o almoço no Jardins Del Oriente. O local é bonito, a céu aberto, com preços acessíveis, bons pratos e bebidas. Lá um prato de peixe grelhado, legumes, arroz e uma cumbuca de feijão sai por 2,50 CUC, acompanhado de um delicioso daiquiri por 1,50 CUC.

Ou seja, é possível sair bem satisfeito por 4 CUC por pessoa, o que é muito barato para uma refeição desse porte em Cuba. Lembrando que pagamos esse mesmo preço para não ver absolutamente nada no Convento Santa Clara!
Com a barriga cheia, só nos restava caminhar mais. Andamos muito pelas ruas, observamos as pessoas, o modo como elas viviam e como os turistas encaravam tudo isso. Vimos pessoas simples, mas felizes! Crianças brincando, músicos e um bloco de carnaval de rua com pernas de pau.

Todos muitos simpáticos e sempre dispostos a explicar como chegar em algum lugar ou que ele representa quantas vezes forem necessárias até que a gente entendesse. Ninguém reclamando da situação que vive ou demonstrando tristeza por alguma outra coisa.
As pessoas gostam de Cuba e são felizes no modo como vivem. Há problemas? Sim! Mas quantos outros problemas temos no Brasil?